terça-feira, 5 de junho de 2018
segunda-feira, 20 de março de 2017
A Associação dos Servidores de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (ASCRA) promove a realização do 4º Seminário Governança das Águas da Bahia que será realizado no dia 23 de março de 2017 no auditório da Assembleia Legislativa da Bahia a partir das 08:30. Contamos com sua participação! Inscrições no local.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
ASCRA ganha mandado de segurança pela manutenção do adicional de periculosidade em favor de 19 associados
A
ASCRA, por meio da sua Assessoria Jurídica, impetrou em 21 de janeiro de 2016
Mandado de Segurança com a finalidade de suspender a decisão da SAEB que
determinou indevidamente o corte do adicional de periculosidade de 19
(dezenove) servidores associados.
A
decisão do Tribunal de Justiça julgando totalmente favorável o pleito da ASCRA
para reimplantação da indenização dos servidores foi publicada no Diário
Oficial do dia 16 de fevereiro de 2017.
Essa
decisão é muito importante e sem dúvida uma vitória dos servidores. Entretanto,
ainda há que se aguardar para ver se haverá recurso. O Estado tem 10 dias úteis
para embargos de declaração e 30 dias úteis para recursos especial e
extraordinário, estes últimos levam o processo para Brasília. Após o trânsito
em julgado, a Assessoria Jurídica indicará as medidas necessárias para regular
a execução da sentença.
Essa
conquista da ASCRA marca a força e a importância da união dos servidores na luta
pela manutenção dos nossos direitos, e nos inspira a não desanimar diante dos
obstáculos. Cabe lembrar que em 26 de fevereiro de 2016, a ASCRA teve o pedido
de liminar negado.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Servidores tornam pública sua posição pela mudança na pasta de meio ambiente
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| Sara Alves, presidente, fez o pronunciamento oficial da ASCRA |
A ASCRA promoveu, nesse 1º de dezembro de 2016, o evento "Os sistemas de meio ambiente e recursos hídricos que queremos". O evento foi concebido pelos servidores para tornar público o posicionamento da Associação pela mudança de gestão do SISEMA, e contou com a presença de servidores do INEMA e da SEMA, bem como de convidados que atuam na área ambiental, como a promotora Cristina Seixas, o deputado Marcelino Galo, a assessora da Frente Parlamentar Ambientalista Beth Wagner, o vereador Hilton, o diretor do SINDAE Ivan Aquino, o vice-presidente da ASCEMA-BA Daniel Dantas, o ex-superintendente do IBAMA Célio Costa Pinto, e representantes de ONGs e coletivos socioambientais, como Marcos Mendes, do Instituto Búzios, Renato Cunha, da ONG Gambá e Cláudio Mascarenhas, atual coordenador do COESA.
Leia o pronunciamento da ASCRA no evento, na íntegra:
PRONUNCIAMENTO
"Os servidores da Secretaria do Meio Ambiente – SEMA e do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA, representados pela Associação dos Servidores de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – ASCRA, pensando no compromisso que têm com a Bahia e esperando que seus gestores também tenham, e após deliberação em Assembleia, vem a público dar conhecimento de que não estão de acordo com a gestão do meio ambiente e dos recursos hídricos que vem sendo praticada no Estado da Bahia, e que defendem mudança dos atuais gestores.
Há
pelo menos dois anos, os servidores do setor vêm se posicionando, através da
ASCRA, e expondo suas críticas e insatisfações, tanto para os atuais gestores –
quando tem a rara oportunidade – quanto para os diferentes setores da
sociedade, em diversos momentos: em eventos que organizam, tais como o “Governança
das Águas”; em falas públicas nos eventos que participam; e em documentos
amplamente divulgados, tais como as duas “Cartas Abertas à Sociedade”, publicadas
em 2015 e 2016.
O
público externo tem recebido as falas dos servidores e tem se pronunciado,
quase sempre, em apoio às causas por nós levantadas, cada um de acordo com as
causas que defende e dentro das suas atribuições: promotores, professores universitários,
organizações da sociedade civil, membros de comitês de bacia e conselhos
ambientais, servidores de outros órgãos de meio ambiente da Bahia, de
diferentes municípios e da União, entre outros. Por onde passamos, temos sido
parabenizados pela nossa coragem de manifestar nosso desacordo com as medidas
que tem sido tomadas (e outras que tem sido abandonadas) e encorajados a lutar
em defesa do que acreditamos: um meio ambiente equilibrado para a sociedade
baiana.
Neste
momento, em que o Governador da Bahia anuncia reforma administrativa entre o
final de 2016 e o início de 2017, a
ASCRA vem se posicionar pela mudança na gestão do Sistema Estadual de Meio
Ambiente – SISEMA, e cobrar que essa mudança venha como um verdadeiro
compromisso do Estado com o meio ambiente e os recursos hídricos, e
consequentemente, com a sociedade baiana. E aqui nos referimos ao
compromisso com toda a heterogeneidade ambiental que compõe a Bahia: não só a
mata atlântica, mas também o nosso lindo cerrado, a nossa querida caatinga e os
nossos ricos ambientes costeiros; todos os nossos rios, desde o grande Velho
Chico até os simbólicos Contas, Paraguaçu, Jequitinhonha, Formoso, Preto, entre
tantos outros; o nosso importante Urucuia; a nossa diversidade sociocultural,
de tantos povos tradicionais, índios, quilombolas, geraizeiros, fundos de pasto,
pescadores e marisqueiras.
Para
dar conta dessa missão, tão importante quanto complexa, os servidores entendem
que existem requisitos mínimos necessários às futuras gestoras e/ou aos futuros
gestores do SISEMA. Apontamos:
- Ter experiência, de pelo menos 05 anos, na área de Meio Ambiente e Recursos Hídricos no âmbito da Administração Pública;
- Não ser sócio ou proprietário de empreendimento ou atividade potencialmente poluidora;
- Não ser sócio ou proprietário de empresa de consultoria ambiental;
- Não ter sido condenado em processos administrativos ou judiciais.
Além
dos requisitos mencionados, os servidores entendem que, para fazer jus à história
e importância desta instituição, cujos servidores são respeitados pelo
comprometimento com o trabalho e com a qualidade dos serviços que prestam à
sociedade, a futura gestora, ou o futuro gestor deve:
- Desenvolver dentro da autarquia uma gestão democrática participativa, promovendo ações transparentes, dialogando com os servidores e discutindo alternativas e escolhas;
- Promover melhores condições de trabalho, incentivar o aprimoramento contínuo de seu corpo técnico, e valorizar o caráter técnico da autarquia (e não o burocrático);
- Promover a gestão autárquica do Instituto;
- Resgatar e valorizar a história do órgão.
Por fim, mas
não menos importante, os servidores apresentam suas reivindicações para a
melhoria da Gestão Ambiental e de Recursos Hídricos da Bahia:
1. Fortalecimento
da participação social na gestão ambiental
- Fortalecimento do CEPRAM na elaboração de normas e políticas ambientais;
- Fortalecimento dos demais órgãos colegiados (CONERH, CIEA, Comitês de Bacias e Conselhos Gestores de UCs);
- Realização da 4ª Conferência Estadual de Meio Ambiente.
2. Licenciamento
ambiental
- Reavaliação dos procedimentos das CTGAs nas instituições públicas e extinção das CTGAs de empreendimentos privados por meio de secretarias do Estado (Ex: Parques Eólicos / SDE);
- Retomar o Licenciamento Ambiental padrão de atividades agrossilvopastoris, nos termos da legislação federal;
- Suspensão da Licença por Adesão e Compromisso (LAC) para avaliação da sua pertinência e seus procedimentos;
- Realização e divulgação do balanço das Autorizações de Supressão Vegetal emitidas no estado;
- Transparência na divulgação dos dados do CEFIR/CAR no Portal do SEIA.
3. Gestão
de recursos hídricos
- Conclusão dos Planos de Bacia iniciados em 2012;
- Iniciar a Cobrança pelo Uso da Água apenas nas bacias que tenham os demais instrumentos de gestão implementados;
- Implantação de um sistema de emissão e monitoramento de outorga de uso da água.
4. Gestão
da biodiversidade
- Implantação de 03 CETAS estaduais em 2017;
- Elaboração de Política ou Programa Estadual de Restauração Florestal;
- Proteção legal para os biomas Caatinga e Cerrado, através de lei específica;
- Regulamentação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).
5. Gestão
das unidades de conservação
- Nomeação de gestores para todas as Unidades de Conservação;
- Criação das Unidades de Conservação em Curaçá, Gruta dos Brejões, e na Bacia do rio Almada.
6. Gestão
do INEMA e SEMA
- Participação efetiva dos servidores na escolha dos diretores do INEMA e da SEMA;
- Participação efetiva dos servidores na elaboração de normas, políticas e sistemas de gestão;
- Fortalecimento das Unidades Regionais e Postos Avançados do INEMA;
- Melhoria da infraestrutura da sede do INEMA e das Unidades Regionais;
- Transparência na gestão administrativa e financeira do INEMA e da SEMA;
- Retorno da gestão dos Fundos (FERFA e FERHBA) para o INEMA;
- Publicação do regimento interno do INEMA e da SEMA;
- Implantação de um programa de aperfeiçoamento profissional continuado dos servidores do meio ambiente e recursos hídricos.
Antes
de concluir e abrir para os demais presentes, gostaríamos de ressaltar que, em
diversas ocasiões, os servidores, através da ASCRA, tentaram o diálogo com os
tomadores de decisão no Estado, no intuito de apresentar as críticas e
reivindicações aqui citadas, além de outras, sempre no intuito de contribuir
para construção e melhoria da gestão. Entretanto, as oportunidades de diálogo
têm sido raras e, quando existem, pouco receptivas às nossas contribuições.
Assim, este evento é resultado da falta de opção que nos é dada, e a única
forma que enxergamos de tentar reverter o quadro de retrocessos que vivenciamos.
E buscando a transparência das nossas ações este posicionamento será protocolado
no Gabinete do Governador, bem como nas diversas instâncias de Governo, assim
que concluirmos este evento.
A todos que queiram conhecer nossa atuação, o
endereço do blog é: ascra-bahia.blogspot.com,
onde poderão ser acessadas as Cartas Abertas e a Carta das Águas; nossas pautas
reivindicatórias de 2016 e 2017; e outras publicações pertinentes."
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Operação Padrão - fiscalização de supressão de vegetação no Oeste Baiano
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| Servidores do meio ambiente em Operação Padrão no Oeste Baiano. |
Servidores mobilizados em defesa do serviço público de qualidade e de um meio ambiente ecologicamente equilibrado para a população baiana.
A Operação Padrão promovida pela ASCRA vem alcançando resultados alarmantes.
Uma das ações da Operação Padrão é a fiscalização de Autorizações de Supressão de Vegetação (ASV) no Oeste Baiano. A ação foi completamente planejada pelo Grupo de Trabalho formado em Assembleia da ASCRA, e está com 3 equipes em campo.
Até
o momento, 83% das propriedades fiscalizadas apresentaram algum tipo de
irregularidade e serão notificadas e/ou autuadas. Uma das áreas, cuja
atividade de supressão estava em curso, foi interditada temporariamente,
após a equipe técnica flagrar que o desmatamento estava ocorrendo sem o
prévio resgate ou captura da fauna silvestre. Aliás, o descumprimento
dos programas de proteção a fauna, foi um dos problemas mais encontrados
pelas equipes. Outras irregularidades encontradas foram:
- Indícios de uso do correntão para realizar a supressão, com derrubada de espécies protegidas, tal como o pequizeiro (Caryocar brasiliense);
- Queima total do material lenhoso oriundo da área autorizada;
- Descarte irregular das embalagens de agrotóxicos;
- Exploração mineral sem autorização/licença ambiental dos órgãos competentes;
- Desmatamento fora dos limites da área autorizada;
- Pivôs de irrigação sobrepondo áreas declaradas como Reserva Legal no CEFIR;
- Áreas de Reserva Legal computadas nas APP’s (sendo que o imóvel solicitou e foi contemplado com ASV para áreas remanescentes florestais);
- Áreas de Preservação Permanente e Reserva legal degradadas e declaradas no CEFIR como preservadas;
- Ausência de documentação no local do empreendimento.
A Operação segue com as 3 equipes em campo.
Entenda a Operação Padrão
Os servidores de meio ambiente e recursos hídricos da SEMA e do INEMA entraram em Operação Padrão em 03 de outubro em protesto pela dificuldade de dialogar com a Administração Pública tanto sobre os assuntos trabalhistas pertinentes às carreiras, quanto sobre a Gestão Ambiental. Além dos servidores representados pela ASCRA, as associações ASSERF, ASTEFIRBA e AFA também aderiram à Operação Padrão, que também inclui servidores de outros órgãos de fiscalização do estado: ADAB, PROCON, IBAMETRO e AGERBA.
Entenda a Operação Padrão
Os servidores de meio ambiente e recursos hídricos da SEMA e do INEMA entraram em Operação Padrão em 03 de outubro em protesto pela dificuldade de dialogar com a Administração Pública tanto sobre os assuntos trabalhistas pertinentes às carreiras, quanto sobre a Gestão Ambiental. Além dos servidores representados pela ASCRA, as associações ASSERF, ASTEFIRBA e AFA também aderiram à Operação Padrão, que também inclui servidores de outros órgãos de fiscalização do estado: ADAB, PROCON, IBAMETRO e AGERBA.
A ASCRA agradece o empenho dos colegas que participaram do planejamento e que estão executando a operação e deseja êxito até o final dos trabalhos.
Leia aqui a Carta Aberta publicada pelos servidores denunciando os retrocessos da Gestão Ambiental do Estado.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
2ª CARTA ABERTA À SOCIEDADE
2ª CARTA ABERTA À
SOCIEDADE
Decorrido mais de um
ano da publicação da primeira Carta Aberta (Agosto/2015), nós, servidores do Sistema
Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA/INEMA), alertamos à
sociedade sobre os equívocos da política ambiental promovida pela atual gestão do
Estado da Bahia. Reinteramos por meio desta segunda Carta Aberta que nada evoluiu, e que,
infelizmente, em alguns pontos tivemos ainda maiores retrocessos. E neste cenário, os
servidores tem sofrido uma série de ataques às garantias e conquistas
trabalhistas.
Conscientes das
nossas responsabilidades e atentos às demandas da sociedade, registramos a
nossa indignação e frustração com: a) as medidas adotadas na gestão ambiental
do Estado da Bahia; b) as manobras do Governo que, disfarçadas de medidas
contra a crise, são, na verdade, políticas que vêm desestruturando o serviço
público nos últimos anos.
A Secretaria do Meio
Ambiente segue usurpando as atribuições típicas de execução legalmente
estabelecidas ao INEMA (Lei nº 12.212/2011), o que enfraquece tanto a
capacidade de planejamento da Secretaria como a de execução do INEMA, fragilizando
a gestão ambiental e de recursos hídricos da Bahia, que já foram referência
nacional.
Cada vez mais estão
sendo enfraquecidos os espaços legítimos
de participação social para colaboração da gestão ambiental, como o
esvaziamento dos órgãos colegiados do Estado, em especial do Conselho Estadual
de Meio Ambiente - CEPRAM, as alterações
no enquadramento dos empreendimentos sujeitos a Audiência Pública, e a não realização da Conferência de Meio Ambiente que deveria ter ocorrido em 2014 e em
2016.
Em relação aos
processos de licenciamento ambiental, continuamos repudiando a existência da
ComissãoTécnica de Garantia Ambiental- CTGA, instituída pela Secretaria de
Desenvolvimento Econômico - SDE, que não tem como atribuição a implantação das
atividades econômicas, e sim, fomentá-las. Esta CTGA, custeada pelas empresas de energia eólica, analisa
indevidamente processos das suas próprias mantenedoras, retirando esta
atribuição dos especialistas e técnicos ambientais de carreira do INEMA.
Denunciamos também o
licenciamento para a agricultura e pecuária, que resultou em uma Ação Civil
Pública dos Ministérios Públicos Federal e Estadual inclusive com previsão de
multa por descumprimento. Como “solução” o Governo do Estado publicou o Decreto
nº 16.963/2016 que estabeleceu o “Licenciamento
Especial” por cadastro, sem análise ambiental e sem instrumentos de
participação social para estas atividades visando escapar às sanções
impostas pelo Ministério Público, sem resolver os problemas apontados pelos
servidores e pela sociedade civil organizada.
O INEMA segue, irresponsavelmente, emitindo Licenças por Adesão e Compromisso para empreendimentos de Postos de
Gasolina, de Rádios Base e Transporte de Resíduos Perigosos. Essas concessões
ocorrem sem a prévia análise técnica,
por serem autodeclaratórias e realizadas por meio eletrônico através do Sistema
Estadual de Informação Ambiental- SEIA. Ressaltamos que este procedimento tem
sido objeto de inúmeros questionamentos legais e constitucionais (vide Ação Direta
de Inconstitucionalidade nº 5014 que tramita no Supremo Tribunal Federal).
O descaso é ainda maior com a gestão da biodiversidade e das Unidades de Conservação: em cinco anos
foi criada apenas uma UC no Estado da Bahia, nenhum plano de manejo foi
elaborado, e muitas delas seguem sem gestor e sem equipe, completamente abandonadas.
A gestão de fauna continua em
estado crítico, sem a estrutura necessária para o manejo adequado dos
animais, já que o compromisso de criação de 05 Centros de Triagem de Animais
Silvestres- CETAS foi ignorado, ainda que previsto no Plano Plurianual - PPA
2012-2015, e segue sem previsão de implantação até o final do primeiro ano do
PPA atual.
Não existe uma
Política Estadual de Restauração Florestal, o que contrasta com as inúmeras
Autorizações de Supressão Vegetal emitidas, colocando em risco a conservação
dos nossos biomas. Ressaltamos que a Política Estadual de Pagamento por
Serviços Ambientais estabelecida na Lei 13.223/15 até os dias atuais ainda não
foi regulamentada.
Em
relação a gestão de Recursos Hídricos salientamos que todos os Planos de Bacias Hidrográficas e Enquadramento de Corpos de Água que foram licitados com orçamento
do governo do Estado estão paralisados.
O enfraquecimento dos Comitês de Bacias, a fiscalização insuficiente, a concessão de
outorgas, sem vistoria em campo e sem a menor segurança das consequências
cumulativas e a não efetivação dos outros instrumentos, compromete a qualidade e
disponibilidade dos
recursos hídricos.
Além da situação em relação a gestão ambiental exposta, os servidores
convivem com o total desrespeito do Governo do Estado no que se refere a pauta
trabalhista. A PEC nº 148/15 extinguiu
a estabilidade econômica e a licença prêmio do funcionalismo público
estadual. Nem mesmo a reposição inflacionária do ano de 2015 foi concedida, o
auxílio- alimentação continua apenas de R$ 9,00 e as diárias sem reajuste desde
2011, acumulando prejuízos aos servidores.
Registramos ainda o desrespeito do governo em não efetivar a Avaliação de Desempenho Funcional-ADF dos servidores
das carreiras de Regulação e Fiscalização, instrumento de promoção e progressão
regulamentado em Lei. Salientamos que a negativa à ADF foi notadamente uma
forma de penalizar estes servidores, pois foi concedida a algumas carreiras do
Estado, ferindo o princípio da isonomia.
A ASCRA, juntamente com as
demais associações que subscrevem a presente carta, REPUDIA este modelo de
gestão adotado pelo Governo do Estado da Bahia e espera
que a sociedade se mobilize com os servidores contra o retrocesso que estamos
assistindo.
Nessa linha comunicamos que DEFLAGRAMOS A OPERAÇÃO PADRÃO, por tempo
indeterminado, juntamente com a Associação dos Especialistas e Fiscais do Grupo
Ocupacional Fiscalização e Regulação do Estado da Bahia - ASSERF; Associação
dos Fiscais Estaduais Agropecuários da Bahia – AFA e Associação dos Técnicos em
Fiscalização e Regulação da Bahia - ASTEFIRBA a partir do dia 03 de outubro de
2016.
Salvador, 06 de outubro de 2016,
Acesse a I Carta
Aberta dos Servidores de Meio Ambiente da Bahia em:
Associação Pré-Sindical dos Servidores do Meio
Ambiente e Recursos Hídricos – ASCRA
E-mail: ascra2012@gmail.com
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